Vídeo: Brasil, o país dos políticos com mordomia

Em parceria com o Cartas da Suécia, o site Congresso em Foco uniu em um só vídeo a realidade da vida de um político em dois mundos paralelos: Brasil e Suécia. Veja a diferença entre os apartamentos funcionais de parlamentares brasileiros e suecos.

A menina pobre que viveu em caverna no Brasil e virou escritora de sucesso na Suécia

Claudia Wallin, de Estocolmo para a BBC Brasil -"Christiana, me prometa uma coisa. Aconteça o que acontecer na sua vida, nunca pare de caminhar", disse certa vez sua mãe, naqueles tempos miseráveis em que ela se chamava Christiana Mara Coelho. Sua primeira casa foi uma caverna no Parque Estadual do Biribiri, perto da cidade mineira de Diamantina. A segunda, uma favela de São Paulo. Mas quando ela tinha oito anos de idade, tudo iria mudar: um dos "pássaros de metal" que ela via voar no céu de São Paulo a levou para a Suécia, ao lado dos pais adotivos. E ela passou a se chamar Christina Rickardsson. A história das duas vidas de Christina se tornou um best-seller na cena literária da Suécia, com título dedicado às palavras da mãe - "Sluta Aldrig Gå" ("Nunca Pare de Caminhar").

Veja como são os apartamentos funcionais de deputados no Brasil e na Suécia

Assista os vídeos: no Brasil, o apartamento funcional de um deputado tem 225 metros quadrados, quatro quartos - sendo duas suítes - e até banheira de hidromassagem. E mais: o atraso na reforma dos apartamentos funcionais já causaram prejuízos de 180 milhões de reais. O custo da reforma de cada apartamento está em R$ 700 mil. Obras já consumiram R$ 122 milhões e devem durar mais 12 anos. Na Suécia, os apartamentos funcionais dos deputados têm apenas um cômodo, chegam a ter 18 metros quadrados e não há sequer máquina de lavar: as lavanderias são comunitárias.

Vídeo: o hotel na Suécia onde detentos tiram férias da prisão

Todos podem levar a família para a colônia de férias: a ideia é oferecer aos presos a perspectiva de uma vida normal e melhor, fora da criminalidade. Um dos detentos diz que ser bem tratado faz com que ele se torne uma pessoa melhor. E que a chance de estudar na prisão deu a ele até um diploma universitário - o primeiro de toda a família.

Vídeo: como funciona uma prisão aberta na Suécia

Uma prisão sem muros, nem grades. A ideia é oferecer um ambiente mais propício à recuperação do preso. Nas oficinas de trabalho, eles são treinados em ofícios como a carpintaria - e com a ajuda do sistema prisional, saem direto da prisão para um emprego fixo.

Vídeo: como funciona a maior prisão de segurança máxima da Suécia

Para a Suécia, a perda da liberdade já é o maior castigo que se pode impor a um indivíduo. "Daqui de dentro devem sair pessoas melhores e mais capacitadas", diz o diretor da prisão de segurança máxima de Kumla, a maior do país. As prisões suecas são centros de tratamento e treinamento profissional, e concentram uma indústria de produtos com o selo “Made in Jail” - “Feito na Prisão”.

O dia em que ministros e políticos suecos se mudaram para a casa dos cidadãos

Com a pouca sanidade que me resta, posso jurar que vi agora há pouco, na TV sueca, um deputado do Parlamento preparando-se para dormir na sala da casa de uma cidadã sueca. Ele se ajeita como pode em uma velha dragoflex, aquela cama dobrável de lona. “Amanhã o Eliott (o cachorro) vai acordá-lo com umas lambidas”, avisa a dona da casa. Consulto o termômetro para verificar o grau desta febre de inverno que me ataca, pois ando, como o Cavaleiro de Bergman, jogando xadrez com a morte. Não, não é alucinação: trata-se da nova série da TV pública sueca, que leva o nome de “Makt Hos Mig” - ou “O Poder na Minha Casa”. A ideia sueca: oito políticos pesos-pesados do Parlamento mudam-se durante um dia para a casa de jovens eleitores, com diferentes backgrounds e questões, para ouvir a sua voz. O time escalado incluiu a então Vice-Primeira-Ministra e ministra do Meio-Ambiente do país, Åsa Romson; o ministro do Interior, Anders Ygeman, e a líder do Centerpartiet (Partido do Centro), Annie Lööf.

App de voluntários que fazem pente-fino em gastos de deputados produz primeira devolução de dinheiro público

Pelo menos uma boa notícia: um aplicativo criado por um grupo de voluntários de Brasília para monitorar os gastos de deputados produziu seu primeiro resultado - o deputado federal Celso Maldaner (PMDB-SC) devolveu R$ 727,78, referentes a 13 refeições feitas no mesmo dia e pagas com dinheiro da Câmara dos Deputados.

O mito do déficit da Previdência no Brasil - e por que não se fala em rombo na Dinamarca

Se a Dinamarca apresentasse à sua população o mesmo método de cálculo que o Brasil apresenta aos seus cidadãos, os dinamarqueses estariam convencidos de que enfrentam um rombo amazônico no seu sistema de Previdência. E por que não estão? Quem explica é o professor do Instituto de Economia da Unicamp Eduardo Fagnani - que afirma, assim como a economista da UFRJ Denise Gentil demonstrou em suas pesquisas, que o rombo da Previdência é um mito.

Comprar Livro

Radar Brasil

Crônicas da Escandinávia

A Vida Na Suécia