Vídeo: como funciona uma prisão aberta na Suécia

Uma prisão sem muros, nem grades. A ideia é oferecer um ambiente mais propício à recuperação do preso. Nas oficinas de trabalho, eles são treinados em ofícios como a carpintaria - e com a ajuda do sistema prisional, saem direto da prisão para um emprego fixo.

Vídeo: como funciona a maior prisão de segurança máxima da Suécia

Para a Suécia, a perda da liberdade já é o maior castigo que se pode impor a um indivíduo. "Daqui de dentro devem sair pessoas melhores e mais capacitadas", diz o diretor da prisão de segurança máxima de Kumla, a maior do país. As prisões suecas são centros de tratamento e treinamento profissional, e concentram uma indústria de produtos com o selo “Made in Jail” - “Feito na Prisão”.

O dia em que ministros e políticos suecos se mudaram para a casa dos cidadãos

Com a pouca sanidade que me resta, posso jurar que vi agora há pouco, na TV sueca, um deputado do Parlamento preparando-se para dormir na sala da casa de uma cidadã sueca. Ele se ajeita como pode em uma velha dragoflex, aquela cama dobrável de lona. “Amanhã o Eliott (o cachorro) vai acordá-lo com umas lambidas”, avisa a dona da casa. Consulto o termômetro para verificar o grau desta febre de inverno que me ataca, pois ando, como o Cavaleiro de Bergman, jogando xadrez com a morte. Não, não é alucinação: trata-se da nova série da TV pública sueca, que leva o nome de “Makt Hos Mig” - ou “O Poder na Minha Casa”. A ideia sueca: oito políticos pesos-pesados do Parlamento mudam-se durante um dia para a casa de jovens eleitores, com diferentes backgrounds e questões, para ouvir a sua voz. O time escalado incluiu a então Vice-Primeira-Ministra e ministra do Meio-Ambiente do país, Åsa Romson; o ministro do Interior, Anders Ygeman, e a líder do Centerpartiet (Partido do Centro), Annie Lööf.

App de voluntários que fazem pente-fino em gastos de deputados produz primeira devolução de dinheiro público

Pelo menos uma boa notícia: um aplicativo criado por um grupo de voluntários de Brasília para monitorar os gastos de deputados produziu seu primeiro resultado - o deputado federal Celso Maldaner (PMDB-SC) devolveu R$ 727,78, referentes a 13 refeições feitas no mesmo dia e pagas com dinheiro da Câmara dos Deputados.

O mito do déficit da Previdência no Brasil - e por que não se fala em rombo na Dinamarca

Se a Dinamarca apresentasse à sua população o mesmo método de cálculo que o Brasil apresenta aos seus cidadãos, os dinamarqueses estariam convencidos de que enfrentam um rombo amazônico no seu sistema de Previdência. E por que não estão? Quem explica é o professor do Instituto de Economia da Unicamp Eduardo Fagnani - que afirma, assim como a economista da UFRJ Denise Gentil demonstrou em suas pesquisas, que o rombo da Previdência é um mito.

Reforma da previdência na Finlândia: renda mínima para todos os cidadãos

Enquanto o governo interino do Brasil se dedica a suprimir direitos sociais a golpes de caneta e cacetete, eis a questão que superaquece os neurônios finlandeses neste cruel inverno nórdico: se o governo der aos cidadãos dinheiro suficiente para pagar as contas do mês, será que eles ficarão em casa jogando a viciante invenção nacional, o Angry Birds? Ou continuarão acordando para trabalhar e fazer coisas produtivas? O enigma paira sobre o mais novo experimento social projetado pela Finlândia - a introdução de uma renda mínima universal para todos os habitantes do país. O teste da proposta começa em janeiro de 2017.

Vídeo: o inclusivo design da Finlândia

O arrojado design finlandês ganhou projeção na década de 30 com o estilo que é chamado por aqui de "funkis", o funcionalismo escandinavo. Um movimento que abraçou os ideias nórdicos da igualdade social, e a ideia de que o design deve ser para todos os cidadãos - de todas as classes sociais.

O dia em que deputados suecos aceitaram viver uma semana com a renda de um aposentado

“Chegou a vez dos políticos roerem o osso”, leio certo dia na primeira página do Veteran, o jornal da combativa organização nacional dos idosos da Suécia. Explica-se a euforia: quatro deputados do Parlamento haviam aceitado o desafio de sobreviver durante uma semana com o magro orçamento de um aposentado. Em se tratando de inigualável espetáculo com garantida produção de endorfinas, decidi juntar-me à legião de idosos que passou a acompanhar avidamente, nas redes sociais dos deputados, os sete dias de agruras do poder. O entretenimento político aconteceu no último inverno, e volta à minha mente neste momento em que o inovador Governo brasileiro se prepara para enviar ao Congresso a proposta de aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres.

A vida de um trabalhador na Suécia: direitos garantidos e até jornada de 6 horas

Estranhamente, e na contramão das reformas trabalhistas preconizadas pelo visionário governo interino do Brasil, parece que nem os políticos e nem os empresários da Suécia estão interessados em levar seu país de volta à Idade da Pedra Lascada. “Não soa mais certo, em pleno 2016, trabalhar de 8 da manhã às 5 da tarde. Especialmente quando se sabe que grande parte deste tempo é desperdiçado na jornada”, diz Maria Westling, diretora da startup Brath – uma das várias empresas e municipalidades da Suécia que resolveram testar a jornada de seis horas de trabalho, na esteira da bem-sucedida experiência adotada desde 2002 pela fábrica da montadora Toyota na cidade de Gotemburgo.

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