Como o premiê da Suécia acabou envolvido em investigação contra Dilma e Lula

Cinco anos após o anúncio da compra dos caças suecos Gripen NG pelo Brasil, o primeiro-ministro da Suécia e os principais executivos da empresa sueca Saab, fabricante dos aviões, compareceram nesta sexta-feira ao Tribunal Distrital de Estocolmo para depor no âmbito da operação brasileira Zelotes - em processo que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tráfico de influência nas negociações que levaram à aquisição de 36 aeronaves suecas por US$ 5,4 bilhões em 2014. Não há acusações de irregularidades contra o governo sueco ou a Saab. O premiê Stefan Löfven e os executivos da empresa foram chamados a depor pelo Ministério da Justiça do Brasil a pedido da defesa de Lula, que nega as acusações e está preso em Curitiba desde 7 de abril em decorrência de outro processo, relacionado ao tríplex do Guarujá.

Nome de Lula deveria estar fora das pesquisas, diz Ciro na Suécia

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, criticou nesta nesta terça-feira na capital sueca o fato de o nome do ex-presidente Lula constar dos cenários eleitorais das pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2018. “Qualquer pesquisa que comece colocando o ex-presidente Lula no universo pesquisado vai deformar tudo o mais. Enquanto não houver a possibilidade de se comparar aqueles que vão se apresentar na disputa eleitoral, as pesquisas vão continuar sendo apenas um retrato do momento”, disse Ciro Gomes durante evento realizado em Estocolmo na Câmara de Comércio Brasileira na Suécia (Brazilcham).

Escândalos e crise na Academia Sueca do Nobel

A Academia Sueca, responsável pela escolha anual do Prêmio Nobel de Literatura, vive a maior crise da  história da instituição. A secretária permanente Sara Danius e mais uma integrante da Academia anunciaram sua renúncia na noite de quinta-feira (12), em meio a uma grave disputa interna que já havia provocado o afastamento de três membros e que desafia a credibilidade da organização: um em cada três suecos defende a substituição de todos os membros da Academia Sueca.

Suécia quer equilibrar representação de mulheres e homens na Wikipédia

Nesta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher, a Suécia promove um mutirão global no Brasil e em outros 50 países para ampliar a a representação feminina na Wikipédia, a enciclopédia colaborativa da internet. A ideia é impulsionar a igualdade de gênero na rede. Com a hashtag #WikiGap, a meta da iniciativa sueca é capacitar voluntários para aumentar a produção de perfis e artigos na Wikipédia sobre mulheres. A Wikipédia é a maior enciclopédia online do mundo, mas há um grande desequilíbrio no seu conteúdo em termos do conhecimento que ela dissemina sobre homens e mulheres: mais de 80% dos perfis publicados são sobre homens, e 90% do material é escrito por autores masculinos.

Na estante de Lula: "Um País Sem Excelências e Mordomias"

Em uma lista de cinco livros publicada hoje pela Folha de S. Paulo, "Um País Sem Excelências e Mordomias" é citado como uma das obras que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva guarda. A reportagem é da jornalista Monica Bergamo, que foi recebida pelo ex-presidente para uma rara entrevista exclusiva no Instituto Lula.

Suecos vão às urnas em eleições diretas para a cúpula da Igreja

Claudia Wallin, de Estocolmo para a BBC Brasil - Na democracia sueca, a Igreja também tem seu dia de eleições gerais: neste domingo, cidadãos suecos vão às urnas para escolher os representantes da cúpula da Igreja da Suécia (Svenska kyrkan), a instituição protestante de confissão luterana que é a maior organização religiosa do país. A cada quatro anos, os cidadãos filiados à instituição elegem uma espécie de “Parlamento” da Igreja Sueca - que é composto tanto por representantes do clero como por leigos.

Estatal sueca dá férias extras a funcionários que se exercitam

Enquanto no Brasil a reforma trabalhista suprime direitos sociais históricos, na Suécia uma empresa estatal decidiu criar um prêmio sedutor para incentivar os trabalhadores a cuidarem mais da saúde: os funcionários que se exercitarem nas horas livres podem ganhar até uma semana extra de férias por ano. A iniciativa é da Mimer, a agência de habitação da cidade de Västerås, situada a cerca de cem quilômetros da capital sueca. Trata-se de uma proposta generosa - até porque, por força das leis trabalhistas da Suécia, os suecos já têm direito a pelo menos cinco semanas de férias por ano.

Como funcionam as leis trabalhistas na Suécia

“Se um trabalhador estiver de férias e ficar doente, isto significa que ele não vai poder aproveitar as férias”, comenta, candidamente, Natali Sial, assessora do Ministério do Trabalho da Suécia. “Por isso, na Suécia todo trabalhador que passa por esta situação tem direito a licença médica durante as férias, e a negociar com o patrão a possibilidade de ou estender a data da volta ao trabalho ou a tirar como folga, em outra ocasião, os dias em que ficou de cama”.Poderão os céticos compulsivos pensar que se trata de piada de salão sueco. Mas assim raciocina o Ministério do Trabalho de um país que tem um dos mais generosos direitos trabalhistas do mundo - o que, ao contrário do que supõem os filósofos do facebook, também pode ser bom para os negócios: uma das mais pujantes economias mundiais, a Suécia desponta ainda na sexta posição do Índice Global de Competitividade.

É preciso falar mais sobre democracia direta

O que fazer diante do bestial roteiro de descalabros encenado pela proto-democracia brasileira? Pergunte aos islandeses, por exemplo. Eles vão dizer que um dos caminhos é exigir voz e reinventar as regras do jogo da democracia representativa, esta velha senhora que já anda necessitada de uma prótese de quadril: a ideia é apostar em modelos políticos mais participativos, que conduzam a uma democracia real. É o que também buscam movimentos nascidos em países como a Espanha e a França, e em certo grau é também o que já fazem há tempos os suíços, com suas iniciativas populares e referendos.

“Vai pra Suécia” - vereadores de Pelotas protestam contra colega que abriu mão de verba

Pela primeira vez, um político brasileiro sobe à tribuna com o livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” nas mãos, para falar sobre o exemplo sueco de respeito ao dinheiro público: na Câmara Municipal da cidade de Pelotas (RS), o vereador Daniel Trzeciak (PSDB) esgrimiu o livro para anunciar que renunciou à verba de gabinete - uma quantia anual de R$ 21 mil destinada a gastos com cópias de xerox, correios, telefone celular. Algumas coisas que Daniel ouviu dos colegas vereadores:"Vai morar na Suécia". "Fecha o gabinete, apaga a luz, deixa de tomar café".

O exilado do golpe de 64 que nunca voltou da Suécia: "tenho medo"

Claudia Wallin, para a BBC Brasil - "Agora sim, estou em paz. O medo passou", pensou o gaúcho Jadir Schwans Bandeira a bordo do avião, naquela tarde de 17 de fevereiro de 1975. O voo da Sabena que o levava para o exílio na Suécia iniciava os procedimentos para o pouso na capital sueca, Estocolmo. Era o último e mais seguro porto da rota de fuga de Jadir, que após o golpe militar de 1964 se refugiara primeiro no Uruguai, e em seguida na Argentina. “Cada geração tem que lutar pela sua democracia", diz Jadir.

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