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Você paga: R$ 769 mil em ‘restaurante vip’ para vereadores de SP

RADAR BRASIL

O cardápio inclui carnes e peixes com quatro acompanhamentos, frutas, sucos, queijo prato e de minas, presunto magro, peito de peru, torradas, bolos, brigadeirão e manjar branco.

E o melhor é o preço: nenhum dos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo paga um tostão pelas refeições servidas no café da manhã, almoço e lanche. Quem banca a conta é o contribuinte.

O detalhe indigesto: o salário bruto de um vereador paulistano é de R$ 15.031,76.

O Legislativo paulistano pretende gastar até R$ 769,3 mil nos próximos 12 meses com a alimentação dos representantes da cidade, servida quando há sessões no plenário ou reuniões das comissões parlamentares de inquérito.

Vale lembrar: na Suécia, assim como em muitos outros países, vereadores não recebem sequer salário. A função de vereador é desempenhada em paralelo com empregos regulares, de onde todos os vereadores tiram o seu próprio sustento.

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Da Folha: 

Câmara de SP reserva R$ 769 mil para ‘lanchinho’ diário dos vereadores

O cardápio é diversificado. No café da manhã há frutas, sucos, queijo prato e de minas, presunto magro, peito de peru, torradas e, claro, opções de bolos caseiros.

No almoço ou jantar são oferecidas saladas de folhas variadas e “proteínas” (carne bovina, suína, frango ou peixe), com ao menos quatro acompanhamentos.

O lanchinho da tarde tem sempre caldos, pizzas, esfirras, sanduíches e salgados (miniquiches, empadas, coxinha ou bolinho de bacalhau). E doces: brigadeirão, pudim, manjar branco, musse, torta ou gelatina.

Mas o melhor mesmo, para os 55 clientes do restaurante “vip” da Câmara Municipal de São Paulo, é o preço: ninguém paga absolutamente nada. O custo das refeições dos vereadores é bancado pelo contribuinte.

(…)

O salário bruto de um vereador paulistano é de R$ 15.031,76. Cada gabinete dispõe de uma verba de R$ 164.433 para o pagamento mensal de 18 assessores. O parlamentar dispõe também de uma quantia anual de R$ 282.037 para o custeio de serviços gráficos, assinatura de periódicos, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, além de carro oficial, correio e fotocópia.

Antigamente, segundo contam ex-vereadores e funcionários da Casa, o lanchinho parlamentar não era bancado com recurso público. Os membros do Legislativo faziam uma vaquinha e um funcionário comprava os alimentos em uma padaria.

Procurado pela Folha, o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), divulgou nota oficial na qual afirma que o contrato seguiu os trâmites legais. “Sobre o fato de o poder público custear esse tipo de despesa, a decisão foi tomada em conjunto pelos vereadores da Casa. Não foi uma decisão da presidência ou da Mesa Diretora.”

Leia a reportagem completa da Folha aqui 

2 de Setembro de 2017