Juiz sueco: “É inacreditável que juízes brasileiros tenham o descaramento de se auto-conceder benefícios como auxílio-alimentação”

Por Claudia Wallin

Ab ovo, desde o princípio dos tempos ditos civilizados, quid latine dictum sit altum sonatur, tudo que é dito em latim soa profundo nas egrégias Cortes da Justiça. Mas hic et nunc, neste instante, os linguistas mais perplexos com os atos de auto-caridade praticados pelo Judiciário do Brasil já estarão se perguntando, data venia, se não é chegada a hora de ampliar a definição do conceito de pornografia nos dicionários brasileiros.

In ambiguo, na dúvida, vejamos: em uma das maiores obscenidades já registradas em um mês das noivas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pediu e ganhou, em votação na Assembléia Legislativa em maio, uma bolsa-educação de até R$ 2,86 mil mensais a fim de bancar escolas e universidades particulares para filhos de juízes – que além de receberem salário de cerca de R$ 30 mil, contam com vantagens como plano de saúde, auxílio-creche, auxílio-alimentação e carro com motorista à disposição.

Ao bacanal de maio seguiu-se o projeto do Supremo Tribunal Federal (STF) para a futura Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que prevê auxílios para magistrados ab incunabulis, desde o berço, até o caixão. Ganha uma toga quem adivinhar o resultado da votação do projeto pelos representantes do Congresso, a quem a dor dos vizinhos da praça dos poderes sempre parece incomodar.

O plano inclui o pagamento de até 17 salários por ano aos magistrados brasileiros, que deverão ter um leque admirável de benefícios extras e garantidos até o túmulo: até a conta do funeral dos juízes, conforme prevê a proposta do STF, será paga pelo erário.

Entre os vivos, encenou-se a devassidão de junho: os guardiões da lei do Rio Grande do Sul, que têm piso salarial de R$ 22 mil, acabam de se auto-conceder um auxílio-alimentação de R$ 799 por mês.

Trata-se de um valor escandalosamente maior do que a maldita Bolsa Família (R$ 167,56 em média), dada aos pobres que, segundo avançados estudos científicos conduzidos nos Jardins, não querem saber de aprender a pescar.

Como provavelmente não comeram nos últimos quatro anos, as excelências do Sul decidiram também que o pagamento do benefício deverá ser ex tunc, retroativo a 2011.

O indecoroso Bolsa Caviar contemplará todos os juízes, desembargadores, promotores e procuradores, assim como – suprema ironia – os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, responsáveis pela fiscalização do uso do dinheiro dos impostos do cidadão. Tudo devidamente encaixado na categoria de verba indenizatória, para ficar isento de imposto de renda: afinal, o dinheiro público parece ser res nullius, coisa de ninguém.

Exempli gratia, por exemplo, levantamento do jornal O Dia mostra agora que 90% dos juízes e desembargadores do Rio de Janeiro receberam vencimentos que chegam a estourar o teto permitido pela Constituição Federal. Em janeiro, o contra-cheque de um juiz chegou a registrar R$ 241 mil. Só em março, a folha de pagamento de juízes e desembargadores fluminenses totalizou o equivalente a 50.279 salários mínimos.

E seguramente sem animus abutendi, intenção de abusar, procurou-se também calibrar ainda mais os supersalários da magistratura brasileira juris et de jure, de direito e por direito, no ano passado: foi quando os conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público aprovaram o auxílio-moradia de até R$ 4.377 para todos os juízes, desembargadores, promotores e procuradores do Brasil – mesmo para quem já mora em imóvel próprio. Cálculos aproximados estimam que o impacto anual decorrente do benefício será de R$ 1 bilhão, nestes tempos dourados de PIB gordo e pleno emprego no País das Maravilhas.

Há que se registrar as notáveis exceções à promiscuidade, como por exemplo a postura do desembargador Siro Darlan de Oliveira – que, ao se posicionar de forma veementemente contrária ao auxílio-educação para filhos de juízes, foi afastado de suas funções pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Carvalho.

Mas quis custodiet ipsos custodes? – quem afinal vigia os vigias?
O fundamental respeito de uma sociedade por seu Judiciário vai aos poucos, e perigosamente, sendo engavetado como um processo de Geraldo Brindeiro.

Nas mídias sociais, a frase de um internauta dá a medida do temerário grau de escárnio que cresce entre tantos indignados com as benesses das Cortes: “quando é que vai aparecer uma operação Lava-Toga”?

Recomendam o bom senso e a razão o graviter facere nos tribunais – agir com prudência, moderação, gravidade.

Decido ad judicem dicere, falar com um juiz, aqui na Suécia. Telefono então para
Göran Lambertz, um dos 16 integrantes da Suprema Corte sueca, para contar as últimas novidades da corte brasileira. Lambertz é aquele juiz que pedala todos os dias até a estação central, e de lá toma um trem para o trabalho – e que me disse há tempos, em vídeo gravado para a TV Bandeirantes, que luxo pago com dinheiro do contribuinte é imoral.

Quando descrevo a nova lista de benefícios dos juízes brasileiros, Göran Lambertz dispensa totalmente, para meu espanto, a tradicional reserva e a discrição que caracteriza o povo sueco.

“Em minha opinião, é absolutamente inacreditável que juízes tenham o descaramento e a audácia de serem tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juízes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”, diz Lambertz.

Com o cuidado de avisar que não se trata de um trote, telefono em seguida para o sindicato dos juízes suecos, o Jusek, e peço para ouvir as considerações de um magistrado sindicalizado acerca da última série de benefícios auto-concedidos a si próprios pelos magistrados brasileiros — o Bolsa Moradia, o Bolsa Educação, o Bolsa Alimentação.

Sim, existe um sindicato dos magistrados na Suécia. É assim que os juízes suecos, assim como os trabalhadores de qualquer outra categoria, cuidam da negociação de seus reajustes salariais.

Meu telefonema é transferido então para o celular do juiz Carsten Helland, um dos representantes da categoria no sindicato.

Foto.Juiz.Carsten.Helland

Sinto um impulso incontrolável de dizer a ele que fique à vontade para recusar o colóquio e bater impiedosamente o telefone como bate seu martelo na Corte, pois os fatos que vai ouvir podem provocar sensações indesejáveis de regurgitação neste horário inconveniente que antecede o almoço do magistrado.

Mas, como que invadida pela cegueira da Justiça, decido narrar de vez ao juiz, sem clemência nem advertência, todos os obscenos benefícios pedidos e concedidos aos colegas brasileiros no além-mar.

Para minha surpresa, o magistrado sueco dedica os segundos iniciais da sua resposta a uma sessão de risos de incredulidade.

“Juízes não podem agir em nome dos próprios interesses, particularmente em tamanho grau, com tal ganância e egoísmo, e esperar que os cidadãos obedeçam à lei”, diz enfim o juiz, na sequência da risada que não pôde ou não quis evitar.

Recobrado o equilíbrio e a compostura que a toga exige, Carsten Helland continua:

“Um sistema de justiça deve ser justo”, ele começa, constatando o óbvio com a fala didática de quem tenta se comunicar com uma criatura verde de outro mundo.

“As Cortes de um país são o último posto avançado da garantia de justiça em uma sociedade, e por essa razão os magistrados devem ser fundamentalmente honestos e tratar os cidadãos com respeito. Se os juízes e tribunais não forem capazes de transmitir esta confiança e segurança básica aos cidadãos, os cidadãos não irão respeitar o Judiciário. E consequentemente, não irão respeitar a lei”, enfatiza o juiz sueco.

Pergunto a Carsten o que aconteceria na Suécia se os juízes, em um louco delírio, decidissem se auto-conceder benefícios como um auxílio-alimentação.

“Acho que perderíamos o nosso emprego”, ele diz, entre novo surto de risos. “Mas é simplesmente impossível que a aprovação de benefícios como auxílio-alimentação ou auxílio-moradia para magistrados aconteça por aqui”.

Por quê?

“Porque não temos esse tipo de sistema imoral. Temos um sistema democrático, que regulamenta o nível salarial da categoria dos magistrados, assim como dos políticos. E temos uma opinião pública que não aceitaria atos imorais como a concessão de benefícios para alimentar os juízes às custas do dinheiro público. Os juízes suecos não podem, portanto, sequer pensar em fazer coisas desse gênero”, conclui Carsten Helland.

O salário médio bruto de um juiz na Suécia é de cerca de 60 mil coroas suecas, o que equivale a aproximadamente 22,3 mil reais. O valor equivale ao salário de um deputado sueco, que em termos líquidos representa cerca de 50% a mais do que ganha um professor do ensino fundamental. O salário médio no país é de 27,3 mil coroas suecas.

“Há uma pequena variação nos salários dos magistrados suecos, que se situam em uma faixa entre 50 mil a 63 mil coroas suecas”, diz o juiz.

Há algum outro tipo de benefício além do salário?

“Não, absolutamente não” – ele responde.

A negociação anual dos reajustes salariais da magistratura se dá entre o sindicato Jusek e o Domstolsverket, a autoridade estatal responsável pela organização e o funcionamento do sistema de justiça sueco.

Para entender o sistema sueco, diz o juiz Helland, é preciso olhar um século para trás.

“A partir do final do século XIX, os sindicatos desempenharam um papel fundamental na construção da sociedade que temos hoje. Portanto, não é estranho ver magistrados ou qualquer outro profissional na Suécia sendo filiados a sindicatos. E é importante notar que ser membro de um sindicato, na Suécia, não significa que você seja de esquerda. Os sindicatos são parte essencial da base sobre a qual nossa sociedade foi consolidada – a dualidade entre trabalhadores e empregadores”, ele observa.

O reajuste salarial dos magistrados suecos trata normalmente, segundo o juiz, da reposição da perda inflacionária acumulada no período de um ano, e que se situa em geral entre 2% e 2,5%.

“Nossos reajustes seguem geralmente os índices aplicados às demais categorias de trabalhadores, que têm como base de cálculo os indicadores gerais da economia e parâmetros como o nível de aumento salarial dos trabalhadores do IF Metall (o poderoso sindicato dos metalúrgicos suecos)”, explica o juiz Carsten.

A negociação depende essencialmente do orçamento do Domstolsverket, que é determinado pelo Ministério das Finanças:

“Os juízes têm influência limitada no processo de negociação salarial”, diz Carsten. “As autoridades estatais do Domstolsverket recebem a verba repassada pelo governo, através do recolhimento dos impostos dos contribuintes, e isso representa o orçamento total que o governo quer gastar com as Cortes. A partir deste orçamento, o Domstolsverket se faz a pergunta: quanto podemos gastar com o reajuste salarial dos juízes?”, explica o juiz.

“Não podemos, portanto, lutar por salários muito maiores. Podemos apenas querer que seja possível ganhar mais”, acrescenta ele.

Greves de juízes não fazem parte da ordem do dia.

“Não fazemos greves, porque isso seria evidentemente perigoso para a sociedade”, diz Helland.

Já sei a resposta, de tanto fazer a mesma pergunta a jornalistas e a suecos em geral, mas resolvo perguntar mais uma vez: já ouviu falar de algum caso registrado de juiz corrupto na Suécia?

“Não”, diz Helland. “Nunca”.

Na Suprema Corte sueca, os reajustes salariais também seguem a mesma regra aplicada ao restante da magistratura.

O salário bruto dos juízes do Supremo, segundo Goran Lambertz, é de 100 mil coroas suecas (cerca de 37 mil reais). Uma vez descontados os impostos, os vencimentos de cada juiz totalizam, in totum, um valor líquido de 55 mil coroas suecas (aproximadamente 20,4 mil reais). Sem nenhum benefício ou penduricalho extra, e sem carros com motorista.

Neste exótico país, os juízes da Suprema Corte também não têm status de ministro, e nem são chamados de excelências.

Foto.Lambterz

“Se o sistema judiciário de um país não for capaz de obter o respeito dos cidadãos, toda a sociedade estará ameaçada. Haverá mais crimes, haverá cada vez maior ganância na sociedade, e cada vez menos confiança nas instituições do país. Juízes têm o dever, portanto, de preservar um alto padrão moral e agir como bons exemplos para a sociedade, e não agir em nome de seus próprios interesses”, diz Göran Lambertz ao final da nossa conversa.

Ou em bom latim, conforme rezam os manuais jurídicos: nemo iudex in causa sua – ninguém pode ser juiz em causa própria.

 

2338 respostas
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  1. Evandro Gomes Silva
    Evandro Gomes Silva says:

    No caso de juízes que, queiram ou não, ocupam um cargo de notoriedade, não me espanta exigirem isso. Se até alguns colegas funcionários públicos concursados, em cargos não tão notados, principalmente lotados em unidades estratégicas, buscam meios de aumentar seus próprios salários (dentro da legalidade, criando dispositivos para isso, embora seja sujeito a aprovação no Legislativo).

    O problema é que situações como essa geram um ciclo vicioso, em que determinado grupo de funcionários públicos (e incluo aqui tanto concursados como eleitos, afinal, chefes do Executivo e ocupantes de cadeiras do Legislativo também o são, embora temporários) buscam ampliar seus benefícios, embora em alguns cargos, se houvesse bom senso por partes dos que os ocupam, são desnecessários e incabíveis. Isso revolta ocupantes de outros cargos, que procuram fazer exatamente a mesma coisa e, quando questionados, usam a desculpa “se eles podem, por que nós não?”.

    No caso dos concursados (também sou, ok?), uma coisa não entendo, o que inclusive já me fez discutir com alguns colegas de trabalho. Quando surgem concursos tendo como público-alvo quem tem formação técnica ou superior (depois entenderão o porquê), é exibido no edital o vencimento dos cargos. Acontece que, após passarem e serem nomeados, reclamam que ganham pouco, abaixo do que é pago para a categoria no mercado de trabalho. Porém, se pegarmos o edital do concurso que essas pessoas entraram e compararmos com salário do mercado na mesma época, chegaremos instantaneamente à conclusão de que já estava abaixo, portanto, aceitaram isso.

    No funcionarismo público, temos mais garantias do que se comparados aos que trabalham na iniciativa privada. Também temos (claro que não todos) metas a alcançar e punições administrativas caso não se consiga, mas os prazos são maiores e não precisamos “matar um leão por dia” para mantermos nosso emprego. Ou seja, trocamos salários melhores por estabilidade. Nessa crise econômica nacional na qual nos colocaram, enquanto milhares de pessoas diariamente estão perdendo seus empregos, funcionários públicos estão praticamente garantidos (embora a Lei Federal 101/2000, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, ou apenas LRF, permita que haja cortes de funcionários caso não se respeite o percentual máximo de gasto com despesas de pessoal. No momento em que o país está, é possível que aconteça, uma vez que a arrecadação cai, o que, mesmo que a despesa com vencimentos de funcionários esteja estável, seu percentual aumente. No entanto, o processo de exoneração nesse caso não é completamente arbitrário, havendo regras definidas na Lei para que isso aconteça).

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  2. Eugenio Motter
    Eugenio Motter says:

    Fora que não querem trabalhar , pois tudo querem que seja resolvido em conciliação, haja visto que o ministro falou que ” precisamos acabar com esta cultura de tudo entrar na justiça!”

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  3. Claudio Vampré Rodrigues Xavier
    Claudio Vampré Rodrigues Xavier says:

    MIOPIA ATRIBUIR ESSES DESMANDOS A PETRALHAS. CULPAR SÓ, SOMENTE SÓ UMA AGREMIAÇÃO, É DEIXAR TODOS OS OUTROS IMPUNES.
    Quem só enxerga a roubalheira de um único partido, é no mínimo desonesto. Porque eliminando um concorrente desonesto deixa o caminho livre para os outros desonestos que não foram pegos.

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  4. Edson Pedroso
    Edson Pedroso says:

    E mais um de tantos escândalos com o dinheiro do povo, neste nosso país. Quem deveria zelar pela lei e pela igualdade, lesa com auto concessão de benefícios inescrupulosos. Isto e uma Vergonha!!

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  5. Luciano Tavares
    Luciano Tavares says:

    Cláudia, o Judiciário sim, é uma vergonha, mas fale também do nosso executivo, afinal, saímos de 22 ministérios (FHC), e estamos com 39. Além disso, nesta mesma época tínhamos cerca 18 mil funcionários não concursados, com cargos comissionados, o que já era muito, hoje, após 12 anos de PT, já são mais de 56 mil.

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    • Job Diogenes Ribeiro Borges
      Job Diogenes Ribeiro Borges says:

      Com certeza no executivo há inúmeras mazelas, mas não só no governo federal. Dá uma pesquisada em TODOS os estados. Por exemplo em SC, são dezenas de secretarias, sem falar no gasto com viagens da Assembleia legislativa. No PR do PSDB, é piada. O estado esta quebrado, todos os ex chefes da receita estão presos, mas apenas por obra da PF, pois os inúmeros cargos comissionados fantasmas que foram descobertos, foram “miraculosamente” inocentados pelo TJ do PR e pela Assembleia Legislativa. Número de cargos é gigante, só caiu um pouco por falta de dinheiro só. Mas, mesmo assim, executivo e legislativo ainda nos sobra a opção de eleição pra mudar. No Judiciário Não. Simplesmente são um ente a parte.

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    • Luciano Tavares
      Luciano Tavares says:

      Job, citei o Governo Federal, por ser o espelho de toda a nação, e sobretudo, por ser representado pelo partido que seria o corretor de todas as mazelas de 500 anos de Brasil. Pelo menos, era essa a promessa. Bem, mas o Salvador Lula gostou tanto das tais mazelas, que se lambuzou como todos os outros… Hoje sobrevive se escondendo atrás do Instituto Lula, com doações das empreiteiras!

      #foraPTprasempre

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  6. Thiago de Araujo
    Thiago de Araujo says:

    O Poder Judiciário, infelizmente, se deixou seduzir pelos costumes levianos do vizinho (Legislativo). So com mta pressão popular e ate com uso da força pra tentamos ‘brecar’ isso.

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  7. Mônica Alves Corrêa
    Mônica Alves Corrêa says:

    A omissão e aparelhamento do Judiciário é que tem levado o Brasil a este descontrole político com todas as sequelas que estamos vendo. Judiciário comprado para lavar as mãos…

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  8. Eder Sivers
    Eder Sivers says:

    Tudo bem, forçoso admitir que algumas Cortes abusam, mas essa não é a realidade da Justiça do trabalho no TRT 15. Recebemos apenas o subsidio e o auxilio moradia. Somos o segundo maior trt e o primeiro em produtividade. Não vou neste momento discutir valores ou o quanto seria uma remuneração justa. Mas uma coisa é certa, a realidade da magistrate ran a Suécia é completamente diferente. Lá até eu Queria ser Juiz

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    • Job Diogenes Ribeiro Borges
      Job Diogenes Ribeiro Borges says:

      Duvido que queria ser Juiz lá, e receber metade que recebem aqui. Sem auxilios, prerrogativas, etc. A realidade e é que magistratura no Brasil é um Império de egocentrismos, mordomias e corrupção. Na Suécia não existem foro especial, juiz não tem secretarias, etc, não tem nenhum carros, etc. Lá um juiz ganha equivalente a um professor doutor em uma universidade que é o mais que justo, e algo sobre 2 vezes o salário de um professor de ensino fundamental.

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    • Eder Sivers
      Eder Sivers says:

      Não vou porque gosto desse meu país, gosto do que faço e faço muito bem isso. Mas vamos apresentar mais alguns fatos. Aqui deixamos entre 30 e 40% de tudo que recebemos em impostos e previdência, pagamos nosso próprio plano de saúde se

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    • Eder Sivers
      Eder Sivers says:

      Aqui tenho que pagar uma escola e faculdade particular se quiser dar qualidade de ensino para meus filhos, e tudo mais como qquer um. Lá quanto um juiz ganha? Já pesquisei e não descubri. Quando souber aviso. Mas garanto que o trabalho de um mês de de nossos juízes é mais do que um ano lá.

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    • Eder Sivers
      Eder Sivers says:

      Pra ser juiz aqui, tem que passar num concurso dificílimo. Lá eu não sei. Pra quem quiser conhecer a rotina do meu Tribunal, o convite esta feito. Venham passar um dia aqui, terei o maior prazer em mostrar como funcionamos e os resultados de nosso trabalho. Daí sim, depois de conhecer como funciona, nós podemos discutir sobre este tema

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    • Eder Sivers
      Eder Sivers says:

      Aqui, qqer perna de pau que jogue em timecos ganha muito mais, e via de regra sonegam porque tudo é por fora

      Responder
    • Henrique Mar
      Henrique Mar says:

      Atletas, principalmente de futebol, ganham bem em qq lugar do mundo! Não há como comparar com outras profissões pq envolve imagem, patrocínios etc. Agora, não tem como justificar o injustificável! Se é um cargo q exige muito estudo e responsabilidade, p isso já ganham muito bem, existe algo chamado TETO CONSTITUCIONAL! Como consegue dormir tranquilo sabendo que tem tanta gente morrendo nas filas dos hospitais públicos, com tantas crianças que não têm acesso a creches, o que impede as suas mães de trabalharem, com tantos idosos sendo maltratados em asilos públicos, com tanta gente morando na rua?!! Sim, pq p beneficiar poucos, muitos sofrem!

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    • Eder Sivers
      Eder Sivers says:

      Até queria receber acima do teto….só não sei como. Quanto às pessoas em hospitais publicos e escolas….quando aprendermos a eleger politicos decentes quem sabe daremos um passo pra melhorar. Meu oficio é julgar e isso eu faço, com toda a presteza, justiça e rapidez que o jurisdicionado merece. Creio que vc pode entrar no site do Tst ou do Trt e verificar a minha produtividade. Salvo engano, o tempo de um processo em meu gabinete varia entre 12 e 20 para estar elaborado e apto para entrar na pauta de julgamento. E, feliz ou infelizmente, não tenho competência penal, pois se tivesse muitos prefeitos e governadores e administradores públicos estariam presos e com seus bens indisponíveis para ressarcir o erário.

      Responder
  9. Karlos Antonio
    Karlos Antonio says:

    Para tudo na vida existe o Equilíbrio, do Bem e do Mal. No Mundo toda Europa representa o Bem, o Brasil representa o Mal….

    Responder
  10. Aroldo Nery
    Aroldo Nery says:

    A historia conta as diversas veses em que os reis sobernos caír, que templos foram destruidos, reinos divididos, rei que comeu capim, tudo por vaidade, soberba, injustiça praticada contra o povo. Países que necessariamente foram destruidos, para recomeçar do zero. Talvez seja necessario refazer toda essa nação, com chuvas de dignidade, respeito, justiça, educação, valores soterrados pela indiferença e pela cobiça de um grupo menor que deveria ser e dar o exemplo. É preciso que haja uma revolução social no Brasil, ainda, que seja necessario o derramamento de sangue.

    Responder
  11. Lourdes Helena Gularte
    Lourdes Helena Gularte says:

    Agora entendo os panelaços em condomínios verticais e horizontais de luxo.
    Agora entendo a ira contra o bolsa família.
    Agora entendo o imposto de renda que ferozmente ataca uma boa fatia dos assalariados. Pois, até o valor pago para aplicar as provas do ENEM tem que ser declarado.
    “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra”

    Responder
  12. Gilmar Moraes
    Gilmar Moraes says:

    Triste é constatar nos comentários que existe pessoas que insiste em querer relacionar mais esta canalhice aos “petralhas”

    Responder
  13. Francisco Antonio
    Francisco Antonio says:

    Na verdade são os políticos que inventam uma lei para ajuda os juízes ,( os vários auxilos ,para abafar os roubos deles ,os políticos,/ e aqui no Paraná o governador deu auxílio moradias ,lava jato e muito mais

    Responder
  14. Marciliano Moraes
    Marciliano Moraes says:

    Infelizmente os nossos se julgam acima da lei diria eu um Deus, aliás somos um País de quinto mundo e sua grande maioria da população é analfabeto ou semi portanto, ;deduzo que irá décadas para se compararmos a estes Paises .

    Responder
  15. Joao Coelho da Rocha
    Joao Coelho da Rocha says:

    Que vergonha. Nosso judiciário muito pomposo muito magnificente. cheio de comendas e ordens do mérito mas um verdadeiro butim de vantagens de viagens de primeira classe. Enfim uns assaltantes dos nossos nolsos

    Responder
  16. Jorge Teles
    Jorge Teles says:

    os do chamado SUPREMO (que pode ser chamado de ÍNFIMO), são participantes das gangues de fantoches dos banqueiros e das empreiteiras. se algum honesto e nobre houver, ele que se levante e diga o basta.

    Responder
  17. Luzia Fernandes
    Luzia Fernandes says:

    Sou advogada e fico triste ao constatar esse cenário triste da justiça brasileira. Em contrapartida aos pomposos salários e auxílios, temos uma justiça, com raríssimas exceções, lenta, burocrática, elitista e parcial …. É desanimador saber tudo isso.

    Responder
  18. Carmelindo Provenci
    Carmelindo Provenci says:

    TAMBÉM NÃO VEJO QUALQUER RELAÇÃO COM PARTIDOS POLÍTICOS PARA O CASO. AO CERTO QUE VEJO QUE NOSSA POUCA CULTURA NOS LEVA SERMOS EXPLORADOS. SOMOS INDIVIDUALISTAS DEMAIS QUANDO ATACAMOS E MUITO MAIS QUANDO NOS DEFENDEMOS. COMO DIZ ZÉ RAMALHO: EEEEEEEEE OOOOOOOO VIDA DE GADO. GADO MARCADO …. FELIZ

    Responder
  19. Marco Túlio Rocha
    Marco Túlio Rocha says:

    Não entendi a relação entre mordomias do Judiciário e os “petralhas”, a não ser que os juízes, notadamente os fluminenses, sejam “petralhas” ou os “petralhas” já são culpados até pelos roubos (maiores) da oposição?
    Penso que os “petralhas” querem fazer do Brasil uma verdadeira social-democracia como as da Europa e, particularmente, a Suécia.

    Responder
  20. Adilson Moreira Borges
    Adilson Moreira Borges says:

    Querer comparar esse paisinho made in cuba com suécia,europa,ou eua é querer muito,é querer demais,um pais de sem vergonhas,mau caràter,em que todos que acham que a melhor lei é a de gerson,enfim um pais de petralhas,não faz piada a essa hora da manhã,e o pior que o povo gosta,é um povo de frouxos!

    Responder
    • Cláudio Bedran
      Cláudio Bedran says:

      O que PT ou PSDB ou PMDB ou Cuba têm a ver com poder judiciário concedendo aumentos e vantagens inacreditáveis a si mesmo?

      Responder
    • Adilson Moreira Borges
      Adilson Moreira Borges says:

      Eu não quero botar culpa,a culpa é de bandidos que a 12 anos estão dizendo que o negócio é levar vantagem,ter mordomias,roubar,ser canalha,vadio,e lucrar muito às custas das desgraças de muitos!

      Responder
    • Jomar Vasconcelos
      Jomar Vasconcelos says:

      Adilson, idiotice faz mal. Antes do PT por acaso esse era um a país maravilhoso? Ignorante, me explica o que tem o PT com as mazelas do judiciário

      Responder
    • Adilson Moreira Borges
      Adilson Moreira Borges says:

      O drama dos idiotas é se acharerem intelijegues,ignorantes animais de 2 patas mulantas,quem são os ministros petralhas!?
      Tomá no cu,e gostar isso sim é ignorância,e toc-toc tem cérebros dentro dessas cabeçasexemplos vem de cima,exemplo vem de bagaças!

      Responder
    • Adilson Moreira Borges
      Adilson Moreira Borges says:

      Biba só se fosse cruza da cadela da tua mãe com o côrno do teu pai piá de merda,tu que deve ser feliz e assumido desde que nasceu não,te ensinaram assim,não foi,bambi!

      Responder
  21. Lucas Sandoval
    Lucas Sandoval says:

    Claudia, indico o livro a indústria da justiça do trabalho: a cultura da extorsão. Autor: josino moraes. A maior parte do livro é sobre privilégios no judiciário brasileiro.

    Responder
  22. Andrea Siqueira
    Andrea Siqueira says:

    Ai, Claudia, acho que vou descurtir a sua página…me dá uma tristeza tão grande qdo leio esses artigos! rsrsrsrs Brincadeira! O fato é que ainda estamos a anos-luz de distância do povo sueco. O problema é que o nosso povo não tem o sentimento de solidariedade que existe aí! Deus queira que uma dia isso mude!

    Responder

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