Dinamarca já fala em pena de prisão para quem violar proibição do véu islâmico integral gera protestos na Dinamarca

Claudia Wallin, de Estocolmo para a Rádio França Internacional

Na Dinamarca, a proibição do uso do véu islâmico integral em espaços públicos entrou em vigor este mês em meio a protestos de manifestantes e organizações de direitos humanos. E diante da oferta de um ativista francês para pagar a multa emitida contra a primeira muçulmana a desafiar a nova lei dinamarquesa, o governo já fala em endurecer a legislação a fim de incluir até penas de prisão para quem violar a ordem.

A nova lei foi proposta pelo governo de centro-direita dinamarquês, sob o argumento de que cobrir o rosto em público “é incompatível com os valores da sociedade dinamarquesa e o respeito pela comunidade”. Os dois tipos de véu islâmico proibidos são a burca – uma peça de vestuário que cobre todo o corpo, dos pés à cabeça – e o niqab, que é usado sobre o rosto e deixa apenas os olhos à mostra.

A lei também proíbe o uso de barbas falsas, máscaras e outro tipo de acessórios que cubram o rosto em lugares públicos. O texto determina que “qualquer pessoa que use um traje que cubra o rosto em lugares públicos pode ser multada”. Mas para grande parte das pessoas, a legislação está direcionada ao veto dos véus islâmicos.

Pela legislação, a polícia pode ordenar que mulheres muçulmanas retirem seus véus, ou saiam de áreas públicas. As multas para quem descumprir a ordem variam entre mil coroas dinamarquesas (cerca de € 135) e dez mil coroas dinamarquesas (mais de € 1.300), no caso de reincidências.

Ativista pagará multa

A polícia já emitiu uma primeira multa contra uma muçulmana de 28 anos que usava o niqab em um shopping center na localidade de Hørsholm, situada ao norte da capital, Copenhague. O caso levou o ativista e empresário francês Rachid Nekkaz a anunciar que irá à Dinamarca em setembro para pagar a multa em nome da mulher.

“Estarei em Copenhague no dia 11 de setembro para pagar todas as multas, e farei o mesmo todos os meses. Porque, embora eu seja pessoalmente contra o uso do niqab, sempre defenderei a liberdade. Tanto a liberdade de usar o niqab, como a liberdade de não usar”, disse o ativista em mensagem enviada ao jornal dinamarquês Berlingske Tidende. Filho de pais argelinos, o empresário francês calcula já ter pago milhares de euros em multas emitidas contra mulheres muçulmanas pelo uso do véu islâmico integral em países como a França.

Recentemente, o ativista francês Rachid Nekkaz afirmou que já pagou 1.538 multas emitidas contra mulheres que desafiaram a proibição do uso do véu islâmico integral em diferentes países. “E não há limites para quanto estou disposto a pagar”, avisou Nekkaz. “A liberdade não tem limite”.

A declaração do ativista reacendeu o debate político sobre a proibição. O extremista Partido Popular Dinamarquês, que tem uma agenda anti-imigração, está exigindo que a entrada do ativista francês no país seja barrada pela guarda de fronteira, e que a legislação contra o uso de véus seja alterada para incluir penas de prisão de até 14 dias contra infratores.

“Se alguém paga a multa da pessoa que a recebeu, a punição a quem descumpriu a lei deixa de existir”, disse o líder do Partido Popular, Martin Henriksen, em entrevista à TV2 da Dinamarca.

Em declarações à agência de notícias dinamarquesa Ritzau, o representante do partido governista Venstre para questões de imigração e integração, Marcus Knuth, confirmou que o governo pode considerar a introdução de penas leves de prisão para aqueles que infringirem a lei.

Protestos contra a medida

Centenas de pessoas saíram às ruas da capital dinamarquesa para protestar contra a proibição do véu islâmico, quando a lei entrou em vigor este mês – mas houve também pequenas manifestações a favor da lei. Defensores da iniciativa argumentam que a medida permite uma maior integração de imigrantes muçulmanos à sociedade dinamarquesa. Por outro lado, ativistas e organizações de direitos humanos classificam o veto como uma violação dos direitos das mulheres de expressarem sua identidade e suas crenças religiosas.

“Embora algumas restrições ao uso de véus que cubram totalmente o rosto possam ser legítimas por motivos de segurança, a proibição generalizada não é necessária, é desproporcional e viola o direito à liberdade de expressão e religião”, disse a Anistia Internacional em comunicado.

O governo dinamarquês nega acusações de perseguição religiosa, e indica que a legislação não proíbe o uso de véus como o hijab (que cobre o cabelo mas deixa o rosto a descoberto), assim como turbantes ou o quipá judaico.

A proibição total ou parcial do véu islâmico já vigora também na França, Áustria, Bélgica, Holanda, Bulgária e na região da Bavária, na Alemanha. Em 2011, a França foi o primeiro país europeu a proibir o uso do véu integral em público. Os franceses proibiram também o uso do burkini, a roupa de banho usada por muçulmanas e que cobre a totalidade do corpo.

Na Dinamarca, a nova lei que veta o uso de burcas e niqabs foi aprovada no fim de maio por 75 votos a favor, 30 contra e 74 abstenções. Anteriormente, os dinamarqueses já haviam proibido o uso de símbolos religiosos ou políticos dentro dos tribunais, o que impedia juízes e juízas de usar véus, turbantes ou o quipá judaico.

Agosto de 2018

108 respostas
  1. Thiago Montibeller
    Thiago Montibeller says:

    Eu não vejo com bons olhos a interferência do Estado no uso da Burka.

    Mas, será que a indignação é a mesma com os governos que oprimem as mulheres, punindo aquelas que não usam a usar burka?

    Já ouviram falar em Polícia dos Costumes? Pse, ela existe e não é no ocidente.

    Pq eu vejo mulheres se movimentando no ocidente a favor do Islã. Ok, tranquilo, cada um tem sua opinião e preferências.

    Porém, saibam que lá no oriente médio, onde o islamismo predomina, as mulheres são mais oprimidas e violentadas que aqui.

    Obs: sou cético.

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  2. Izabel Almeida
    Izabel Almeida says:

    O Brasil é um país sem lei, brasileiro lá não se cria, mal acostumados do jeito são, ainda querem dá opinião no país alheio.

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  3. Cecília Mattos
    Cecília Mattos says:

    O brasileiro não dá conta de resolver os seus problemas, mas tem interesse em questionar os outros. O uso do véu para a muçulmana é uma questão religiosa.

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  4. Job Diógenes Ribeiro Borges
    Job Diógenes Ribeiro Borges says:

    Esse é um negócio complexo. É certo que devemos respeitar as “crenças” religiosas e seus costumes. Por outro lado, não só o islamismo mas o próprio Cristianismo está cheio de regras pra lá de opressoras contra mulheres. Essas mulheres que seguem essas crenças, o fazem por medo ou profunda manipulação. Recentemente na Arábia saudita uma ativista foi decapitada.

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  5. José Santana
    José Santana says:

    Mostra a tua cara filha da puta.
    Mostra com Orgulho e prazer mesmo que sejas feia.
    É um direito teu mostrá-la e nenhuma lei poderá te proibir

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  6. Celio Vd
    Celio Vd says:

    claro que o uso do veu vai ajudar a ação de terroristas, entao é sempre bom esclarecer que a lei é boa pra muçulmanos, o mundo evolui e se atualisa

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  7. Ednardo Fontenele
    Ednardo Fontenele says:

    concordo, até porque cada país tem suas culturas e suas leis próprias e se você está em um determinado país, que não seja o seu, então, automaticamente você tem a obrigação de respeitar e obedecer ! Eu até faço uma comparação a esse assunto : se você vai passar uns dias ou até morar na casa de alguém, você tem que seguir as regras do dono(a) da casa e sem dar pitaco!

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  8. Katharina Happke
    Katharina Happke says:

    É complicado esse assunto.Eu li que alguns terroristas se escondem atrås de burcas .É difícil de opinar pois é cultura de um povo

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  9. Juracy Costa
    Juracy Costa says:

    Sabe que eu vejo atualmente dos direitos humanos que nós chamamos de direitos dos manos.porque só defendem bandidos e tudo que é errado..Eles não querem obedecer às leis e são contra as regras..

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  10. Juracy Costa
    Juracy Costa says:

    Porque se respeita os costumes do local..Que tem que ser a mesma coisa no país dos outros respeitar os costumes Onde não se usa véu porque vai usar…É simples assim…..

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  11. Luis Fernando Silva
    Luis Fernando Silva says:

    O mundo começa a reagir a esses “direitos humanos “. Quem não está bem que se mude. Têm liberdade pra isso.
    As minorias querem se impor na marra, e são apoiadas pelos direitos humanos cujos membros não são escolhidos pela opinião pública. Essas ONGs e afins estão legislando sem terem mandato pra isso. É uma panelinha, e eles se escolhem entre si. Isso não é democrático.
    Forçam plebiscitos, tantas vezes forem necessários, até atingirem os seus objetivos. Parabéns centro-direita dinamarquesa.

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  12. Thiago Chini
    Thiago Chini says:

    Como que pode alguém se utilizar dos direitos humanos para argumentar contrário a lei? Parabéns à Dinamarca.

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  13. Francisco Tome De Castro
    Francisco Tome De Castro says:

    A Europa é a região mais livre e tolerante do planeta. Aqui convivem todas as raças e credos num grau de aceitação incrível. Pode tudo. Quando começam a colocar esse tipo de regra é porque o outro lado abusa e desrespeita usando o radicalismo e o terrorismo. O que a Dinamarca está sinalizando é que muçulmanos não são mais bem-vindos. Isso tende a acontecer em toda a Europa. Uma pena mas tudo tem um limite.

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    • Rogério Bernardes Justino
      Rogério Bernardes Justino says:

      Nem todos os muçulmanos são estrangeiros. Julgar todos os muçulmanos pelos terroristas seria o mesmo que julgar todos os cariocas pelos traficantes.

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    • Francisco Tome De Castro
      Francisco Tome De Castro says:

      Vc tem toda a razão mas sempre chega o momento em que os justos pagam pelos pecadores. O mesmo acontece no nosso país nesse exato momento. Todo brasileiro é potencialmente corrupto, leviano.

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  14. Lita Carneiro
    Lita Carneiro says:

    Quem passa a viver em outro país diferente do seu, tem que se submeter às leis, respeitar os costumes do país que o acolhe.

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  15. Thelma de Castro
    Thelma de Castro says:

    Acredito que o estrangeiro deve acatar e seguir as leis do país que o hospeda e não impor as leis do seu próprio país!

    Responder
  16. Joana Lucia
    Joana Lucia says:

    Concordo com a proibição. Cada país tem suas leis que devem ser respeitadas por quem mora nele. Pra qq pessoa morar em países de muçulmanos, tem que usar a burca ou véu. Porque o contrário não pode ser?

    Responder
  17. Jonas Santana
    Jonas Santana says:

    Apoio totalmente. Há outras maneiras da mulher muçulmana respeitar sua religião sem cobrir o rosto, que, aliás, é sua identidade.

    Responder
  18. Sueli Puntar
    Sueli Puntar says:

    Com tantos ataques terroristas, é inadmissível uma pessoa num lugar público, com a cara coberta
    Os dinamarqueses estão certos!

    Responder
  19. Suzana Lima
    Suzana Lima says:

    Foi proibido o véu COMPLETO. Vejam a foto. Com este véu até um homem se passa por mulher. É uma questão de segurança

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    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Então, o que você propõe é que passemos a basear a nossa moralidade no que os países muçulmanos fazem? Legal, quando vai ser o próximo apedrajamento?

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  20. Mario Neto
    Mario Neto says:

    Liberdade para os costumes não ofensivos, essa deveria ser a preocupação, com esse tipo de proibição, acaba-se gerando um ódio pelas regramento e pelo país, uma tolice incrível, e vindo de um país como a dinamrca cujo conceito, a pricípio, deveria ser o oposto a esse tipo de proposta, com esse retrocesso se igualam àqueles que cerceiam a liberdade e os costume das demais nações.

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  21. Douglas Roha Rocha
    Douglas Roha Rocha says:

    Agradeçam aos “MAUS” muçulmanos que mostram seu fanatismo através do TERROR. O Islã não prega essas práticas. Como sempre, todos acabam pagando!

    Responder
  22. Beto Zimmermann
    Beto Zimmermann says:

    O gozado que quando uma mulher vai para paises muçulmanos é obrigado a usar. Então tá certo….na Dinarmarca é obg não usar.

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    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Legal, da próxima vamos implementar uma lei para apedrejar homossexuais, porquê como está okay fazer isso na Árabia Saudita, também está okay fazer isso aqui. OU, podemos não basear as nossas leis e moralidade na Árabia Saudita. É engraçado como as pessoas que alegam se opor arduamente ao que aconteçe nos países islâmicos não pareçem se incomodar em fazer a mesma coisa, por exemplo, em criar leis regulando o que mulheres podem ou não vestir.

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    • Narciso Junior
      Narciso Junior says:

      Dado Bojart Usa-se o bom senso pra decidir as questões. Aceitaria alguém desconhecido entrar de máscara na sua casa? Provavelmente não. Assim como também não iria apedrejar essa pessoa. Viu como é fácil decidir? Que tal tentar não ser 8, nem 80?

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    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Narciso Junior De acordo com -Essa-Lógica, deveríamos proibir qualquer traje que esconda o rosto, como capacetes, mascarás etc. E “A rua” não é “A minha casa”. Ela não é propriedade de um indíviduo. Vocês ficam falando desses imigrantes se adaptarem as “nossas tradições”, mas por acaso uma parte das nossas tradições não era justamente o direito de se vestir como se quiser? Ou eu me esqueci de alguma coisa?

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    • Narciso Junior
      Narciso Junior says:

      Dado Bojart Nooossa, não te disse pra usar o bom senso? Pra que serve o capacete? É mesma finalidade da burca, proteger a vida? Além disso, é sempre que se é permitido usar o capacete ou certos lugares vc é obrigado a tirar? E a máscara, se usa sempre até pra ir em bancos, andar em lojas ou apenas em ocasiões especiais? Vc defende usar a burca na Rua, ou em qq circunstância? Só pra entender.

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    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Narciso Junior Corriga-me se eu estiver errado, mas me repetindo, eu não acho que você possa ser preso por entrar em um shopping, ou um banco ou outro lugar parecido, de capacete na Suécia. Pode até ter os regu

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    • Domingos De Melo Rigoni
      Domingos De Melo Rigoni says:

      Esconder o rosto da mulher significa pureza . Porém o mulsumano enfia porrada estrupa e até divide a mulher como justificar isso . Foi para outro país respeite as tradições.

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    • Simone Terezinha Fritsch Luft
      Simone Terezinha Fritsch Luft says:

      Domingos De Melo Rigoni não generalize, senão, temos que concordar quando um estrangeiro se refere ao brasileiro como “todos” os brasileiros são corruptos, ou quando alguém diz que todos os brasileiros são violentos, ou que todo evangélico e todo católico é preconceituoso.

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    • Narciso Junior
      Narciso Junior says:

      Dado Bojart até entendo vc dizer que não se possa ir preso lá por usar capacetes em shopping.Pode ser que a lei esteja exagerada qt aos espaços publicos.Mas se há uma lei, baseada em fatos ocorridos no pais, como terrorismo ou assedio, etc, tem q se respeitar.Pq eles querem que respeitamos suas leis em seu pais, mas no dos outros não querem respeitar, se a questão de segurança pública é clara na Europa no que tange à segurança? Aqui por exemplo temos o exemplo dos Adventistas que não trabalham aos sábados…Mas acha que se o costume de não se trabalhar ao sábado afetasse a segurança pública não haveria uma lei proibindo tal prática ou restringindo-a? Assim é com a burca, entenda que dificulta é muito o trabalho policial.Já pensou se houvesse uma religião cujo tradição fosse não informar o verdadeiro nome e sim um nome sagrado dado ao se tornar membro? Enfim, espero q entenda q compreendo seu ponto de vista e espero q compreendo o meu e daqueles q apoiam tal lei na Europa.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Narciso Junior Bom, vamos lá. Antes de eu falar mais, eu tenho que falar que a lei não realmente diz que você pode ser preso por usar um véu integral. Bom, não ainda. Atualmente é apenas uma multa: A prisão é algo que está sendo proposto, e com o qual eu, obviamente, discordo.

      Da mesma forma, eu discordo fortemente dessa lógica de que “Se há uma lei, tem que respeitar”. Bom, de acordo com essa lógica, não podemos reclamar de-Qualquer-Lei. E não precisa ir muito longe ou voltar muito tempo para achar lugares onde crimes horríveis são cometidos de maneira legal. Aliás, tudo o que é lei atualmente, em algum ponto da história, não era lei. A lei é baseada no senso da sociedade de certo e errado, e não o contrário. Eu não tenho um pingo de respeito pelas leis e costumes da Árabia Saudita, por exemplo, por motivos que eu poderia discorrer por horas, e se eu fosse lá eu iria “respeitar” apenas o suficiente para não ser decapitado. E isso é completamente irrelevante para a questão dos refugiados. Talvez alguns deles apoiem o sistema que a gente vê nos países muçulmanos, talvez não. Talvez algumas dessas mulheres sejam obrigadas a usar o véu por suas famílias e comunidades( Situação na qual o certo seria não punir a mulher, mas investigar a vida dela ), talvez elas usem por livre e espontânea vontade, e das que usem por livre e espontânea vontade, talvez algumas achem que deveria ser mandatório por lei e outras não. É um monte de “talvezes”, mas me repetindo, o que importa não é a lei e os princípios-Deles, são as nossas leis e princípios. Antes de falar de defender a nossa cultura do Islã, temos que nos perguntar o que, exatamente, queremos defender. Queremos defender uma cultura onde uma mulher é presa porquê ela estava usando um traje que significasse que “talvez” ela estivesse escondendo uma bomba? Isso não iria contra o nosso princípio de presunção de inocência? Não estaríamos ao fazer isso, deixando um pouco dos princípios democráticos dos quais alegamos nos orgulhar morrer?

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    • Narciso Junior
      Narciso Junior says:

      Dado Bojart A presunção de inocência é apenas um dos principios que nos guia.E isso depois do fato consumado.Não existe o fator “Presunção de Inocência” qd a questão é prevenir problemas ou situações indesejadas.Um Exemplo: Vc conhece uma pessoa numa balada e vai pro motel com ela.É sabio presumir que ela não tenha doença nenhuma,(com noticias informando o crescimento das doenças venéreas) e por isso dispensar a camisinha, qd o bom senso manda usá-la, apenas pra não ofender a pessoa? Queremos defender a justiça e igualdade, a regra de ouro, o tratar os outros como queremos ser tratados e vice-versa.Há leis injustas, e sim, devemos reclamar das leis, mas isso não significa que estejamos certos.Ao invés disso, discutamos, embora não seja no nosso país esse caso, há leis aqui em tramitação que irão afetar o brasileiro e joga-lo numa categoria de segunda classe, como a nova lei de imigração e suas emendas By Aluisyo Nunes.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Narciso Junior Acho que você não entende muito bem o que é “presunção de inocência”. Presunção de inocência é o conceito que alguém não deve ser punido por um crime antes de ser provado que esse alguém é culpado. Não fazer sexo com alguém sem camisinha não é “punir” a pessoa. Ninguém deve sexo sem camisinha a ninguém. Sexo sem camisinha não é um direito humano. Por outro lado, a liberdade é um direito humano, e ninguém deveria ser privado desta sem prova que esse alguém cometeu um crime.

      Responder
    • Narciso Junior
      Narciso Junior says:

      Dado Bojart Foi o que eu disse, não existe presunção de inocência nesse caso, vc que não entendeu a alusão. E deixei claro que só há a presunção de inocência no fato consumado, o crime.Mas o objetivo da lei não é achar culpados, como deve saber nem toda lei tem esse objetivo: há leis preventivas, como o caso do uso do capacete ( ora, não usar o capacete não implica que a pessoa quer sofrer um acidente), que visa diminuir o risco de acidentes graves e por consequência, o gasto com saúde pública. Veja que até agora não se falou em culpados, no entanto, há a figura da multa pra quem desobedecer. A ligação com relação com sexo está na palavra chave: prevenção. Espero ter deixado claro dessa vez.

      Responder
  23. Marcello Della Donatello
    Marcello Della Donatello says:

    Pobre homens, hoje o bandido da vez é o islamismo, lembrem-se que já foi a antiga União Soviética, os EUA criam fantasmas com suas politicas intervencionista e a humanidade acaba embarcando nesta onda, já prevejo que daqui algum tempo a bola da vez sera a China, enfim acredita quem quiser que um véu é uma ameça ao planeta, ufa ate quando Senhor.

    Responder
  24. Jase JJ
    Jase JJ says:

    Desconhecia que tantos países tinham esse tipo de legislação. No Brasil, creio que seria inconstitucional. É complexo sopesar de um lado a liberdade religiosa e de outro o fato concreto de que algumas religiões violentam a dignidade das mulheres.

    Responder
    • Jonivaldo De Sousa Sanches
      Jonivaldo De Sousa Sanches says:

      Seria inconstitucional sim, pois fere a razoabilidade e proporcionalidade. Ninguém é obrigado a seguir no Brasil uma religião. O Estado é laico. Quem não quiser se submeter aos digames e preceitos religiosos de uma instituição religiosa, pode deixa-la. Logo, usar véu, cuida-se de obrigação moral e não juridicamente imposta. Se as mulheres querem usar, tal como na Dinamarca e usam, isto está dentro de sua esfera de autonomia privada. O Estado não deve dizer o que as mulheres devem ou não fazer.
      Estas leis podem até parecer ser bem intencionadas, mas no fundo revelam um profundo etnocentrismo.
      Tomam como melhores e superiores os valores ocidentais sobre a cultura dos povos dessas mulheres.
      A Lei deve assegurar a liberdade de decidir, não importa uma espécie de comportamento como se fosse melhor para as pessoas. Estados fascistas e totalitários agem assim.

      Responder
    • Felipe Menezes da Silva
      Felipe Menezes da Silva says:

      Jonivaldo De Sousa Sanches nessa mesma linha de pensamento como pode o aborto ser ilegal no Brasil?

      Essas leis anti islâmicas são um reflexo da invasão islâmica em países laicos que estão sendo pressionados para adotar leis islâmicas.

      Responder
    • Jase JJ
      Jase JJ says:

      Jonivaldo, acho que a complexidade da discussão se sintetiza quando você acertadamente coloca que o Estado não deve dizer o que as mulheres devem ou não fazer, mas aceita-se que a religião assim o faça. Não sei se devemos chamar de etnocentrismo todo o arcabouço de liberdades que o iluminismo nos legou, quando em confronto com vertentes extremistas de algumas religiões, que nos fazem acreditar, equivocadamente, que algumas restrições religiosas extremistas são naturais da cultura desses povos. Há países como o Irã em que há uns 40 anos o uso dessas indumentárias não era sequer comum, portanto não sei até que ponto a rígida imposição religiosa de seu uso possa ser interpretada como uma escolha digna daquelas mulheres. Talvez entender o uso dessas indumentárias como livre expressão religiosa dessas mulheres seja uma interpretação confortável, pois confrontar essas questões é delicado. Não condeno de plano a discussão do tema.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Felipe Menezes da Silva … Se tem gente que está pressionando eles a adotarem leis islâmicas, estão fazendo um péssimo trabalho, considerando que o que a gente observa é o oposto XD. Imagina a pressão que deve ser, a quantidade de pessoas ao redor do mundo, que acredita que a escravidão deve ser legalizada, considerando todos os países nos quais ela é proibida.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Jase JJ O motivo pelo qual aceita-se que a religião o faça é que, em teoria, uma religiâo é algo que você voluntariamente adota. É claro, no caso do Islã, é mais complicado, considerando que muçulmanos são conhecidos por punir selvagamente, as vezes até matando, aqueles que saem da fé. Com isso dito, eu noto que você fala, do “arcabouço de liberdades que o iluminismo nos legou”. Você não conta o direito de se vestir como quiser como uma dessas liberdade? Da minha perspectiva, é simples: Ou você acredita que uma mulher tem o direito de se vestir como quiser, ou não. Uma lei que proíbe uma mulher de usar um hijab não é em nada menos restritiva do que uma lei que a obriga a usar um hijab. Aliás, se essa lei estivesse proibindo literalmente qualquer outro traje-Digamos, uma lei que proíbisse mulheres de usar tamancos-Eu tenho certeza que todo mundo aqui achariaessa lei rídicula.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Sebastião Machado Nesse caso, deveria-se proibir qualquer traje que esconda o rosto, não apenas o hijab, você não concorda?

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Agenor Martins Neto Pois é, ainda bem que nós não baseamos a nossa moralidade em ditaduras e países do Oriente Médio. Caso contrário, estaríamos apedrejando nossos homossexuais nesse momento. No momento em que você passa a fazer exatamente a mesma coisa que a Árabia Saudita, você perde qualquer direito de fingir que você é melhor que eles.

      Responder
    • Jase JJ
      Jase JJ says:

      Rapaz, ocorre que não estamos falando de tamancos, mas como já entendido, de uma indumentária imposta por uma interpretação extremista de uma corrente religiosa, o que permite que o contexto da religião como expressão de violência e controle, mais do que expressão de liberdade, seja sopesado, quem sabe um dia podendo ser discutido com mais profundidade e menos cinismo, no dia em que a mulher ser melhor entendida como gênero historicamente vítima de todo tipo de costume, religião ou ordenamento jurídico, tanto no oriente como no ocidente.

      Responder
    • Amós Peixe
      Amós Peixe says:

      Nem o direito a vida é absoluto coleguinha, existe legítima defesa, por exemplo. Quanto mais o direito a usar um traje que cobre todo o corpo em público sob pretexto de religião. Bastava uma discussão sob o aspecto da dignidade da pessoa humana, da opressão sob a mulher, da necessidade do rosto nas relações humanas e também sob a ótima de segurança pública pra jogar por terra essa argumentação medíocre de “liberdade religiosa”. LIBERDADE RELIGIOSA NÃO É ABSOLUTA.

      Responder
    • Dado Bojart
      Dado Bojart says:

      Jase JJ Então, esse é o significado que você atribúi ao véu. Mas a questão é que não importa o significado que-Você-Atribui ao véu, o que importa é o significado que-Elas-Atribuem ao véu. Mas vamos lá, uma pergunta: Se o propósito da proibição de véus é porquê o marido obriga, porquê A MULHER deveria ir para a cadeia se usar o véu? Eu não acho que isso pareça um bom jeito de proteger as mulheres. O que vêm depois? Prender pessoas por serem assaltadas?

      Responder
    • Jase JJ
      Jase JJ says:

      Meu jovem, não seja cínico sobre essa questão de “o significado que elas atribuem ao véu” pois sabemos que o uso é uma imposição religiosa e a sua contestação sequer é cogitada no contexto de submissão estrutural das mulheres dentro das linhas extremistas de interpretação do islamismo, que é o contexto em que estão presas e condenadas essas mulheres. No mais, apoio completamente a discussão do tema, e sua análise sob um viés de equilíbrio de direitos humanos que considere e não tolere a violência estrutural contra a mulher, que foi o que eu disse, não precisamente apoiando penas de prisão, que parecem ser obviamente uma reação instrumentalizada por extremistas cristãos ocidentais xenófobos preocupados com as mulheres tanto quanto os líderes religiosos islâmicos que as oprimem. Aliás, o ponto que ressalto é que bem intencionados ativistas de direitos humanos, dentro de um contexto em que se tolera e minimiza historicamente toda opressão contra a mulher, estão também muito pouco preocupados com a liberdade dessas mulheres, porque pouco fazem para salvar a vida delas, que é o que efetivamente perdem em países onde impera o extremismo religioso, caso cogitem exercer qualquer liberdade de escolha.

      Responder
    • Jase JJ
      Jase JJ says:

      Entendo que seja aterrador pensar que sob a justificativa da religião milhões de mulheres estão condenadas a uma vida de submissão e violência, e que por protocolos diplomáticos e religiosos (afinal a religião do ocidente também oprime a mulher no que pode e por isso não critica) há uma tolerância alienada que desvia o olhar a essa verdadeira tragédia da humanidade. Mas tente pensar cinco minutos no que efetivamente ocorre às mulheres no mundo. Faça esse exercício de coragem.

      Responder
  25. Douglas Rodrigues
    Douglas Rodrigues says:

    Esse costume me parece desumano, despersonalizar uma pessoa para que não tenha identidade perante a sociedade, colocando ela como posse de alguém ou grupo.

    Responder

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