O exilado do golpe de 64 que nunca voltou da Suécia: “tenho medo”

Claudia Wallin, para a BBC Brasil

“Agora sim, estou em paz. O medo passou”, pensou o gaúcho Jadir Schwans Bandeira a bordo do avião, naquela tarde de 17 de fevereiro de 1975. O voo da Sabena que o levava para o exílio na Suécia iniciava os procedimentos para o pouso na capital sueca, Estocolmo. Era o último e mais seguro porto da rota de fuga de Jadir, que após o golpe militar de 1964 se refugiara primeiro no Uruguai, e em seguida na Argentina.

Jadir ainda não sabia, mas nunca mais voltaria ao Brasil. No avião que o levava embora, antes da aterrissagem na capital sueca, ele sorvia as últimas gotas do chimarrão preparado a bordo. A cuia e a bomba ele trouxera da sua Pelotas natal, no Rio Grande do Sul. A aeromoça da Sabena, cordial, providenciara a água quente para a erva-mate.

Da Suécia, ele nunca ouvira falar. Ao descer no aeroporto de Arlanda, Jadir veria neve pela primeira vez na vida. Era uma segunda-feira, um típico dia nublado do inverno sueco, e a pista estava recoberta por uma camada de mais de dez centímetros de neve.

“Era um mundo desconhecido. Mas a minha sensação era de paz”, conta Jadir, hoje com 70 anos de idade, à BBC Brasil.

A viagem de fuga do Brasil havia sido longa e inesperada. Originário da colônia alemã de Pelotas, Jadir era formado em tipografia e encadernação, e começara a cursar eletrotécnica. Mas subitamente, viu-se obrigado a interromper os estudos.

“Minha vida mudou logo após o golpe de 64”, ele conta. “Eu fui um dos que se manifestaram contra os militares, em apoio ao presidente deposto João Goulart. Antes, eu havia fundado uma associação de bairros com um grupo de amigos, que muitas pessoas consideravam ser comunista, mas que na verdade era totalmente apolítica”.

“Eu também havia sido presidente do grêmio estudantil da escola técnica onde estudava, e onde era conhecido como esquerdista. Tudo isso levou a que, depois do golpe, eu fosse denunciado como agitador”, lembra Jadir.

Por duas vezes, entre 1964 e 1965, ele foi preso. Na primeira vez, Jadir conta ter passado várias semanas em uma cela da cadeia civil de Pelotas, sob interrogatório de agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Em seguida, detido pelos militares, permaneceu preso por cerca de um mês no 9º Regimento de Infantaria da cidade. Ao sair, decidiu que era hora de deixar o país: ouvira de seus pais que era preciso fugir do Brasil.

“Não se sabia o que uma ditadura era capaz de fazer”, ele diz.

Rumo ao Uruguai

Jadir partiu sozinho para Montevidéu, no Uruguai, em 1966. Deixou para trás os pais e a irmã, com quem morava em Pelotas.

“No momento da despedida, minha mãe me disse: ‘Esqueça o Brasil’. Imaginou, talvez, que aquela fosse a última vez que me via”, lembra Jadir. Mas a mãe chegaria a visitá-lo em Montevidéu, onde ele permaneceria durante oito anos. “Aquela, sim, foi a última vez em que a vi”, ele conta.

Na capital uruguaia, Jadir conheceu a colônia brasileira de exilados e teve contatos com refugiados como Amaury Silva, ex-Ministro do Trabalho do governo João Goulart, e os ex-deputados José de Guimarães Neiva Moreira e Leonel Brizola.

“Eu era um dos poucos de ‘ralé baixa'”, diz Jadir. “Trabalhei inclusive num restaurante que era de propriedade do presidente Goulart e do ex-ministro Amaury Silva. O restaurante chamava-se Cangaceiro, e ali trabalhavam vários brasileiros exilados.”

Instalada a ditadura militar no Uruguai, em 1973, Jadir viu-se obrigado a fugir mais uma vez. Escapou para a Argentina, de onde também teria que continuar a fuga: o clima era tenso no país, que viveria a partir de 1976 uma das ditaduras mais sanguinárias da América do Sul. Em Buenos Aires, Jadir chegou a trabalhar um ano como tipógrafo.

Até que obteve o asilo político na Suécia.

“A Embaixada sueca organizou minha viagem com um laissez-passer (documento de viagem que substitui o passaporte), cuja fotocópia guardo até hoje, pois o Consulado brasileiro em Montevidéu me havia negado a concessão de passaporte”, ele conta.

‘Salvou minha vida’

Quando ele relembra a visita à Embaixada da Suécia em Buenos Aires, as lágrimas saltam dos olhos.

“Lembro-me de um secretário da Embaixada sueca, chamado Anders Bachman, do qual nunca vou me esquecer. Posso dizer que ele salvou a minha vida outra vez. Acontece que a passagem de avião que a Embaixada havia conseguido para mim era pela companhia aérea SAS (Scandinavian Airlines). Mas ao verificar o bilhete, este senhor, Bachman, alertou: ‘isto não será possível, porque este avião vai fazer escala no Rio de Janeiro’. Ele salvou a minha vida.”

Foi então organizado o voo pela Sabena, que levaria Jadir da Argentina para a Suécia sem escala no Brasil. Mas da janela do avião, ele avistou o Corcovado.

“Lembro até hoje daquela imagem”, conta Jadir. “Foi a única vez em que vi o Corcovado. Nunca estive no Rio. E na verdade, eu nunca havia pensado que estaria saindo do Brasil pela última vez na vida. Não pensei na amargura que seria, o que talvez tenha sido uma sorte”, ele diz.

Foto: Arquivo PessoalDireito de imagem
O documento da Embaixada Sueca que permitiu a viagem de Jadir (Arquivo Pessoal)

Na chegada a Estocolmo, Jadir se espantou com o frio e com a pontualidade sueca.

“Havia uma pessoa me esperando, falando castelhano. No dia seguinte ela me levou à estação central, junto com três exilados chilenos que escapavam do golpe de 1973 no Chile, e disse: às 16 horas, desçam do trem. Às 16 horas em ponto – veja que pontualidade – chegamos na cidade de Alvesta (sul da Suécia), onde havia casas muito confortáveis para receber os exilados. E sempre havia ali um intérprete de plantão, para caso alguém adoecesse”, lembra ele.

Bolsas de estudo

Em Estocolmo, onde vive até hoje, Jadir recebeu bolsas de estudo do governo sueco para fazer cursos profissionalizantes e estudar idiomas. Durante dez anos, ele deu aulas de espanhol em escolas primárias suecas.

Casado, pai de dois filhos, Jadir trabalha atualmente como tradutor e intérprete, além de professor da ABF – uma instituição sueca criada originalmente para elevar o nível cultural da classe trabalhadora através de cursos diversos, e que hoje é aberta a todos os cidadãos.

“Gostaria que o Brasil também alcançasse o desenvolvimento para todos. Gostaria que a desigualdade social diminuísse e que o país chegasse ao nível da Suécia, onde todos têm direito a cultura, saúde e educação gratuita, e onde os políticos vivem sem privilégios e sem carros de luxo com chapa branca”, observa Jadir.

Ele se emociona quando fala que tem saudades do Brasil.

“Sim, tenho saudades daquele tempo do Brasil que eu deixei, que já não existe mais. Um tempo que desapareceu. Dos meus pais, dos meus parentes, dos meus amigos. Daquele tempo que eu sei que jamais voltará.”

Mas Jadir diz que nunca mais voltaria ao Brasil.

“Não. Seria como abrir uma ferida outra vez”, ele diz.

Às vésperas do aniversário do golpe militar de 1964, Jadir Bandeira diz que “cada geração tem que lutar pela sua democracia”.

“É preciso que os brasileiros, e principalmente os mais jovens, se interessem pela política. A democracia, com todos os seus defeitos, é o melhor instrumento para as mudanças necessárias”, disse.

Ao final da entrevista, ele se recusa a posar para uma fotografia.

“Fotografia, não! Pode dizer aí que tenho mania de perseguição”, enfatiza, categórico.

E confessa que teme a possibilidade de um novo golpe militar no Brasil:

“Eu tenho medo. As gerações passam, os velhos morrem, e os jovens já não sabem o que aconteceu, o golpe militar, as torturas. Lamentavelmente, as pessoas esquecem a história.”

30 de Março de 2017

268 respostas
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  1. Moises Alves
    Moises Alves says:

    É preciso meter nas cabeças dos brasileiros essa verdade nua e crua: nós também temos o direito de ser gente, de viver como gente civilizada, de criar nossos filhos com uma nova mentalidade de liberdade com responsabilidade!

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  2. César de Souza
    César de Souza says:

    Swmpre vai ter um Mongolão igual ao Ladislau pra falar asneira. Analfabeto Político de ódio manipulado é um problema sério

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  3. Eliane Batista
    Eliane Batista says:

    Passei toda década de 60 com tranquilidade! Nem um mal alcançou pessoas corretas ! Brasileiros infelizmente têm um caráter duvidoso! (Tem um ” jeitinho ” para tudo!) É claro que não são todos Para cada regra há excessão!

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  4. Nagildo Santos
    Nagildo Santos says:

    Para mim a ditadura de 64 só foi bom para os EUA,que levaram parte de nossas riquezas, inclusive nosso minerais, e os políticos que apoiaram o golpe, muito deles pobre se tornaram milionários como caso do sarnei ACM, maluf e tantos outros corruptos. A própria TV Globo que era antes uma empresa de quintal tornou-se o maior meio de comunicação.

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  5. Nagildo Santos
    Nagildo Santos says:

    Verdade Ladislau, não pertenço a nenhum partido político, morava no interior do meu estado com os meus pais quando aconteceu o golpe de 64.depois construir família vivi esses 20 anos de ditadura, morando no interior sei como nos éramos abandonado por parte do poder público, não existia políticas públicas, saúde, educação, transporte e saneamento etc, muito trabalho escravo, havia corrupção, mais não se podia denunciar pois não se podia falar em política. O Brasil inteiro era governado por um único partido que se chamava arena, depois PDS. Vi muitos amigos perder a vida por uma simples picada de insetos principalmente cobrá, vi muitas mulheres morrem de parto. Pois não existia hospitais, e nem médicos. Vendo que não haveria nenhum futuro para meus filhos resolvir vender tudo que tinha e vim para capital do meu estado graças a Deus com muita luta tive a sorte de ver os meus 5 filhos formado. Passei 18 anos sem ir no meu lugar, fui lá em 2002 pouca coisa havia mudado como a educação continuava dando só a quita série. Voltei lá agora em 2014, graças o governo lula e Dilma, notei uma grande mudança. Por exemplo na educação, já se faz até universidade, na saúde, tem hospital e médico, mulher não morre mais de parto, luz dia e noite não na cidade como todo o interior do município, com esse programa luz para todos e outros avanços.

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  6. erni seibel
    erni seibel says:

    Bela entrevists! Parabéns! Precisamos de mais depoimentos assim!

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  7. erni seibel
    erni seibel says:

    Bela entrevists! Parabéns! Precisamos de mais depoimentos assim!

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  8. José Palmeira
    José Palmeira says:

    INFELIZMENTE A CULTURA DO BRASIL E OUTRA, FOMOS COLONIZADOS POR PESSOAS MISERÁVEIS E MAS, HOJE OS RICOS SO PENSAM NELES, OS POBRES SÃO DESUNIDOS, NÃO ADIANTA A NOSSA SOCIEDADE E DECADENTE DE MORAL, NÃO RESPEITAM AS FILAS, EM QUALQUER LUGAR, NO TRANSITO, EM QUALQUER LUGAR, SÓ SE PENSA EM LEVAR VANTAGEM, FRAUDA-SE CONCURSOS EM TODAS EXTENSÕES. POLÍTICOS CORRUPTOS, EMPRESARIOS CORRUPTOS, JUSTIÇA CORRUPTA, NÃO ESPERO MUITA COISA DO BRASIL.

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  9. Manoel Martins Neto
    Manoel Martins Neto says:

    TAMBÉM CONCORDO. NÃO QUREMOS TAMBEM QUE O NOSSO PAIS SE TRANSFORME EM UMA CUBA, VENEZUELA, CORÉIA DO NORTE, A ARGRNTINA DOS KRISNGER E NEM DA GUATEMALA COMO QUEREM MUITOS POR AQUI.

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  10. Idalecio Rodrigues da Silva
    Idalecio Rodrigues da Silva says:

    V Ó NUM DOCUMENTÁRIO TV. NO , GLOBO REPORTE OS POLÍTICOS, E JUÍZES, VÃO TRABALHAR DE BICICLETAS E UM SALÁRIO DE UM JUÍZ MENSAL É 12 MIL REAIS, VÃO DE BICICLETAS NÃO PELO SALÁRIO E SIM PELAS SIMPLIDADES E HONESTIDADES NO PAIS DELES. E EM OUTROS PAÍSES EUROPEUS, IDEM!

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  11. Glioche Helena
    Glioche Helena says:

    TIVEMOS DEMOCRACIA NO GOVERNO MILITAR. AGORA O Q ELES N CONSEGUIRAM 1964, VOLTARAM PRA DESTRUIR O PAÍS DE VEZ. INTERVENÇÃO MILITAR EH A ÚNICA SOLUÇÃO.

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  12. Paulo Vasconcelos
    Paulo Vasconcelos says:

    Se não voltou, era comunista. estava fazendo guerrilhas com dinheiro de roubo a bancos e sequestros de embaixadores. Não sei se era o caso deste “camarada”, mas se tem medo de voltar, alguma coisa fez.

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  13. Cecília Aparecida Carretero Pallaretti
    Cecília Aparecida Carretero Pallaretti says:

    Estive à passeio no Chile e ouvi de um guia turístico que , eles não se importavam de pagar impostos, pois eles sabiam que seria aplicado em prol da população.
    Fiquei ainda mais triste e indignada com a situação de nós os brasileiros . A educação, saúde e segurança está completamente sucateada .

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  14. Sergio Fontes
    Sergio Fontes says:

    Pergunta que não quer calar: será que ele tentou implantar um regime comunista (que matou mais de 100 MILHÕES de seres em todo o mundo) carniceiro na Suécia como queria fazer no seu país natal?

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  15. Isaac Bell
    Isaac Bell says:

    Quanta gente ignorante, “educada” pela imprensa globo-Veja e cia., merece mesmo esse horror atual de um país do 4º mundo.

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  16. Marcello Della Donatello
    Marcello Della Donatello says:

    Pobre nação brasileira, toda sua vida republicana e ainda vai fazer 130 anos, foi e é feita de golpes e sempre pelas elites, foi em 1889, 1932, 1954, 1964 e agora 2016, pobre Brasil.

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  17. Ana Carolina Abiahy
    Ana Carolina Abiahy says:

    Mais um texto excelente! Triste é ver tantos comentários retrógrados, intolerantes, raivosos, ignorantes. e eu pensei que sua página seria seguida justamente por pessoas que querem uma mudança para melhor, com democracia e menos desigualdade. infelizmente não é, tá cheio de gente que nem leu a história do Jadir e veio com violência preconcebida. lamentável.

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    • Vilson Queirós
      Vilson Queirós says:

      EU QUERO UMA MUDANÇA PARA O MELHOR. EU QUERO A VOLTA DO REGIME MILITAR. ALGUÉM ACREDITA QUE VAMOS MUDAR NOSSO PAÍS ATRAVÉS DESSES POLÍTICOS CORRUPTOS, SAFADOS, LADRÕES, ?

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  18. Maria Helena Vasta
    Maria Helena Vasta says:

    Ele tem razão…não volte porque esqueceram e tem muitos que querem a volta dos militares …..é repugnante ……triste…..pessoas de mente pobre..não evoluíram em nenhum sentido……

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    • Lidia Maria Bartolomeu
      Lidia Maria Bartolomeu says:

      Ver o quanto são repugnantes com suas ideias pós tudo o que já aconteceu e ainda acontece e nada deu certo unicamente porque só se preocupam em fazer aumentar o ódio e não ver que é preciso fazer algo para haver mais humanidade no mundo, é o que mais desanima nesses tempos. Cansada.

      Responder
  19. João Wildson Germano de Queiroz
    João Wildson Germano de Queiroz says:

    Porque não fugiu pra Cuba ou Coreia do Norte?se estava fugindo era porque foi ou é comunista, os socialistas sempre procurar uma democracia opressora pra viver quando estão fugindo ou buscando algum lugar pra viver!!

    Responder
  20. Lídia Cunha
    Lídia Cunha says:

    Tem gente que diz que estava la e nao viu o golpe de 64! Olha, tu era cego, continua cego e nao sabes. Alem de tudo continuam burros!

    Responder
  21. Mario Menin Junior
    Mario Menin Junior says:

    Graças aos militares escapamos de ser uma ditadura de esquerda. Os golpistas que tentavam implanta-la dao uma de vitimas quando na verdade eram a causa. Nenhum dos exilados deveriam ter voltado, a volta só causou coisas ruins para o país?

    Responder
  22. César Salvestro
    César Salvestro says:

    NÃO VOLTE MAIS, MESMO !!! … O BRASIL NÃO É MAIS UM PAÍS ONDE SE QUEIRA VIVER … ISSO AQUI ACABOU DE VEZ …

    Responder
  23. Eni Fernandes Barbosa
    Eni Fernandes Barbosa says:

    Territoriamente o Brasil é imenso em relação à muitos paises europeus e muitos outros de outros continentes,então deve ser muito mais dificil de ser governado,e quase todos imigrantes que vieram pra cá desde o descobrimento do brasil,à maioria bandidos e mercenários, e estamos nesse meio,e os bandidos e mercenários estão todos no poder político

    Responder
  24. C'est fialho
    C'est fialho says:

    Quantos não houve como ele? A fugir a repressão fascista ? Fugir para países onde as liberdades e os direitos são respeitados. Porquê lá e não nos seus próprios países? Lá nos países também há o risco do comunismo e portanto as autoridades não reprimem nem torturam os suspeitos? Não porque lá existe a democracia que é algo de supremo e deve ser respeitada custe o que custar como garantia da paz segura e duradoura. Consciêncientes de que sem ela tudo se perde e nada existe.

    Responder
  25. O Mechanic Cdo
    O Mechanic Cdo says:

    O problema é q vc começou e hj mora num país desenvolvido e acabou fugindo da luta.
    Mas vc tava lutando por democracia ou uma democracia que camuflava interesses de bandidos vermelhos?

    Responder
  26. William Martins Dos Santos
    William Martins Dos Santos says:

    Em 64 o golpista Castelo Branco entregou duas jazidas de ferro, altamente rentáveis, para empresas americanas, uma em Minas e outra na Amazônia. Passou o refino do petróleo, outro setor altamente rentável, para a Esso, Shell e Atlântic. Fomos subtraídos, e esse dinheiro poderia ter sido usado na saúde e educação. Vejo nas respostas que os defensores do militarismo são, além de grossos, desinformados. Vamos estudar antes de escrever besteira.

    Responder
    • Vilson Queirós
      Vilson Queirós says:

      PARA CONSERTAR NOSSO PAÍS, SÓ COM INTERVENÇÃO MILITAR. NÃO HÁ OUTRA OPÇÃO. OS POLÍTICOS CORRUPTOS ESTÃO SAQUEANDO O BRASIL E ESTÃO IMPUNES.

      Responder
  27. Jorge Santos
    Jorge Santos says:

    Entre a Democracia e o militarismo,eu prefiro os militares.fico revoltado com cenas do cotidiano,onde os bandidos tomaram conta do país e a população enclausulada não tendo a quem pedidir socorro,onde o judiciário solta o vagabundo e prende o homem de bem,onde os políticos saqueiam os cofres públicos e a justiça os absorvem,onde os traficantes de drogas estão infiltrados em todos os setores institucionais,onde usuários e traficantes negociam drogas livremente nas ruas das cidades do nosso país e nem a polícia,nem a justiça tem força para combater.O que o nosso povo quer ação,alguem que governe com mão de ferro,contra toda a bandidagem e corrupção dos políticos,queremos um mesclado de democracia e militarismo,como por exemplo o da RUSSIA de Vladmir Puttim.

    Responder
    • Vilson Queirós
      Vilson Queirós says:

      JORGE, EU TAMBÉM PREFIRO O MILITARISMO. PARA COMBATER OS CORRUPTOS DOS TRÊS PODERES SÓ COM TANQUES E BAIONETAS. INTERVENÇÃO MILITAR JÁ.

      Responder
  28. Agnaldo Rios Araujo Rios
    Agnaldo Rios Araujo Rios says:

    Quando eu escutava a minha finada avó dizer que nós eram descendentes de portugues de pé de balção com africana de beira de fogão, na minha imaginação de dez para doze anos que a raça de brasileiros eram do tipo vira lata como dizia Nelson Rodrigues. Com a qualidade dos políticos bandidos que temos hoje em pleno século XXI eu acho que os contribuintes brasileiros são uns verdadeiros cachorros rasga saco de plático do lixo que esses bandidos políticos não representam a população !!!

    Responder
  29. Sonia Carneiro Monteiro
    Sonia Carneiro Monteiro says:

    E não deve voltar nunca mais, esta terra é de bandidos, aqui se aperfeiçoam na bandidagem, é refúgio de gente de todo tipo, país cruel, faz de seu cidadão pessoinha medíocre, o deixam sem teto, sem terra, sem cultura, apoderam-se de tudo na cara de pau, veja só o que está acontecendo ultimamente, dirigentes de Estados guardando fortunas vivas em seus imóveis para fugirem da comprovação de um status e de bens milionários obtidos através de propinas sem fim!

    Responder
    • Sonia Carneiro Monteiro
      Sonia Carneiro Monteiro says:

      Vilson Queirós não diga isso meu amigo, nada foi pior do que o regime militar, tbm houve muita falcatrua naqueles dias de tortura, nossos filhos foram assassinados sumariamente porque gostariam de ter uma nação digna! Lembra-se dos Montepios administrados por eles? Passaram a perna no povo e muitos se refugiaram em países vizinhos, fora a inflação que chegava em números escrachantes de seis em seis meses. Acabaram com Institutos Previdenciários, como o IAPETEC, IAPB, IAPI e outros, coisa do nosso tempo, que construiam até moradias para os seus contribuintes e fundaram o INSS que foi um desastre! Militares nunca meu amigo, TORTURA NUNCA MAIS!

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